O mundo mais uma vez está diante de uma situação que
coloca em risco a integridade dos homens de maneira devastadora.
Uma epidemia que começou em uma pequena cidade da
china, mas que de repente alastrou-se para todos os lados do planeta. O que
parecia ser uma inofensiva gripe tornou-se o pior pesadelo da humanidade.
Hospitais sem condições de receber o numero de infectados que a cada dia cresce
com tendências de cada vez mais piorar a situação, fazendo com que líderes do
mundo inteiro sintam suas pernas tremerem diante de um mau iminente. O Brasil,
um país de muitos povos, culturas e tradições, está chorando seus dias por
tragédias anunciadas que irão se desencadear nos próximos meses. Quando a noticia
chegou, nossos lideres e chefes de estado disseram. “Não há motivos para
pânico, o Brasil está preparado para combater esse mal”, hoje as noticias são
totalmente contrarias aquilo que nos foi dito a algumas semanas atrás.
O estado é de alerta! A ordem é que fiquemos isolados
em quarentena, pois não sabemos com que potência essa doença ainda pode se
agravar. Shoppings, parques, Universidades, escolas, restaurantes, boates,
hotéis; todos estão recebendo comunicado para encerrarem suas atividades e não receberem
ninguém em suas instalações. Quem diria, o Brasil que tanto vem lutando por
liberdade e segurança, com o sonho de andarmos nas ruas de manhã, a tarde ou a
noite, sem aquele medo de sermos surpreendidos por bandidos que anuncia o roubo
apontando armas de fogo em nossa cara e nossa família, hoje está temendo um
problema bem maior. Nos perguntávamos quando chegaria o dia em que não iriamos
mais nos preocupar com tal situação? É, felizmente deixamos de focar um pouco
nesse problema para infelizmente forcamos em um problema ainda pior. Hoje não
estamos vivendo sob o medo de saírmos de casa porque seriamos surpreendidos por
uma bala perdida ou voz de assalto. Lembro-me, quando em uma reportagem o
apresentador jornalístico José Luz Datena, disse:
“O Brasil virou um campo de guerra. Os
cidadãos de bem saem de casa pela manhã como soldados e voltam a noite como
sobreviventes”. Esse era o quadro do Brasil, o retrato de
um país belo,, porém com suas rachaduras ao longo das paredes dos estados, mas
aquilo que parecia ser ruim, atualmente parece não ser mais um problema tão
agravante. Chegamos a pensar que um dia ficaríamos confinados em nossas casas,
por causa do aumento da violência e ondas de assaltos seguidos de morte. Chegou
o dia! A recomendação expressa é: “Não saiam de suas casas a não ser por
extrema urgência”. Quem enfrentou as guerras, sabem o que é ficar
isolados em suas casas por ordens dos governantes por que estava acontecendo um
bombardeio lá fora. A propósito, eram as guerras o principal medo do ser
humano, os sobreviventes sabem o que é viver sob o domínio do medo, tendo a
sensação de que a qualquer momento suas casas fossem explodidas por bombas e
seus corpos ficarem dilacerados e irreconhecíveis, destroçados no tempo. Hoje
estamos vivendo um medo semelhante, privados de sairmos porque o inimigo além
de invisível é muito mais covarde, não faz barulhos, não explodem casas e
edifícios, porque age silenciosamente sem se apresentar, penetra o nosso corpo
e por 14 dias fica escondido nos fazendo pensar que estamos seguros, quando na
verdade nossa segurança já foi violada a muito tempo nos trazendo uma doença
que apesar de não fazer barulhos estridentes é tão mortal quanto uma bomba.
Seria o inicio de um apocalipse? Seria profecias se
cumprindo? Seria o juízo de Deus sobre a impiedade dos homens? Independente do
que possa ser, levemos em consideração que estamos diante de um lapso que tem
mexido com os principais sistemas do mundo; político, econômico e religioso.
Cada um de seus representantes procuram encontrar formas de manterem as bases
de pés, ainda que abaladas.
O sistema politico acredita que houve um golpe dos
chineses implantando esta doença que se espalhou pelo mundo para se
beneficiarem financeiramente. Já no mundo econômico, a instabilidade no mercado
financeiro deixa todo o sistema espavorido com o atual retrato da situação. No
mundo religioso, padres, pastores, líderes evangélicos e denominações do mundo
inteiro procuram tranquilizar seus fieis dizendo que estamos guardados pela
proteção divina e que nada de mal poderá nos acontecer, desde que creiamos na
proteção do altíssimo (eu creio).
Afinal, o que dizer e o que penso desta situação?
Como todas as outras epidemias que chegam e devastam
tudo o que veem pela frente elas passaram, e esta também vai passar e extinguir
e, logo será lembrada apenas como uma doença que trouxe instabilidade mundial
por algum tempo. Não se pode calcular qual será o nível de percas e danos que
ela irá causar, mas uma coisa é fato; o ser humano é sobrevivente. O homem tem
a capacidade de se reinventar e transformar caos em soluções para amenizar suas
dores e perdas. Quando tudo isso passar, a próxima geração irá saber quem foram
os heróis que cuidaram de nós; médicos, bombeiros, policiais, enfermeiros;
muitos desses morreram para manter a vida de outros segura!
Aos que perderam seus entes queridos em guerras,
acidentes, tragédias, doenças, epidemias, deixo aqui minhas condolências. Aos
sobreviventes, encarem isso como uma nova oportunidade de refazer alguma coisa
em sua vida, como outra chance que o eterno lhe deu. Viva para sua família,
valorize seus amigos, abrace sua esposa, diga que a ama. Ame e demonstres amor
por seus pais, diga que ame seus irmãos. É apenas uma fração de segundos para
de repente eles deixarem de existir e tudo que lhe restar ser uma enorme
saudade seguido de remorso, por ter tido tantas oportunidades para fazer e ter
deixado passar por que achou que outras coisas eram mais importantes e que você
teria tempo para fazer isso depois.
O mundo está morrendo, o Brasil está sendo invadido
por um lapso e hoje aos dezenove de março de dois mil e vinte quando escrevo
este artigo, até o momento três pessoas foram vitimadas pela corona vírus.
Sabe-se Deus quantos mais morrerão nos próximos meses. Daqui a alguns anos,
quero olhar para este artigo que estou escrevendo e dizer: vencemos!
